domingo, 1 de abril de 2012

CASAMENTO


O casamento e o seu significado 

Embora o mundo tente passar o casamento como uma instituição falida, ainda nos dias de hoje é algo muito desejado pelas pessoas e um dos passos mais difíceis de serem dados na vida. 
A origem do casamento foi estabelecida por Deus no início da criação, quando formou o homem e viu que não era bom deixá-lo só (Gn. 2.18), dando-lhe uma companheira, ficando assim marcado a união entre o homem e a mulher (Gn. 2.23-24). 
Naquela época não havia cartório civil para realizar os casamentos, mas a legalização dava-se pela  publicidade do ato e  pelo testemunho. Veja o exemplo de Boaz em que para formalizar o seu casamento com Rute, fez publicamente diante de anciãos do povo tomando 10 homens como testemunha do fato (Rt. 4.9-12). 
Mas em geral, o casamento era reconhecido perante a sociedade mediante a alguns acontecimentos: 
A festa na casa da noiva; 
O acompanhamento da noiva até à casa do noivo, com cantos e regozijos; 
O momento em que a noiva era escoltada por moças virgens até a câmara nupcial. 
Em alguns casos, o acompanhamento levava tochas ou lâmpadas, com ramos de murta e grinaldas de flores. Este costume parecia perdurar nos dias de Jesus, daí sua parábola das 10 virgens. 
No Brasil o casamento civil foi regulamentado em 24-01-1890, no Decreto nº 181, em que o Estado ficou apto para oficializar os casamentos e a igreja responsável pela cerimônia religiosa, dando aconselhamentos e bênçãos aos noivos. 
As expectativas para o casamento são muitas e variam de muitas maneiras. Alguns se casam pelos motivos errados como: atração física, segurança financeira, estabilidade emocional, para ter uma vida sexual ativa, fuga de um lar desestruturado, acordos e entre outros. Cedo ou tarde estes motivos aparecem e comprometem o casamento. 

Mas Deus planejou o casamento para que muitas de nossas necessidades pessoais fossem satisfeitas como: o companheirismo, o bem-estar familiar, a intimidade sexual, futuros filhos, conforto, felicidade entre muitas outras. O casamento não se trata de um costume criado pelo homem nos dias mais antigos, ou um mero acordo de relacionamento temporário, mas é um projeto divino que faz parte da criação de Deus que ordenou que fosse um compromisso duradouro de um para com o outro. “Porquanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.” (Mc. 10.9).

As diferenças do homem e da mulher 

Uma das preocupações no início do casamento são as diferenças que aparecem, da qual antes não estava tanto em evidência, fazendo com que muitos casais fiquem desanimados, frustrados, achando que são incompatíveis e que o seu casamento foi um erro terrível.
Existem muitas diferenças que ocorrem numa relação entre homem e mulher que estão baseadas em várias mudanças que vai desde: físico, mental, psicológico, como de preferências pessoais.

 Veja algumas delas:

HOMEM MULHER
Normalmente ele tem mais facilidade de raciocínio e não deixa voar a sua imaginação tão facilmente.
Ela tem uma inteligência, percepção das coisas e das situações mais intuitiva do que o homem.
No amor o físico geralmente é que desperta primeiro na visão do homem e depois vem a sensibilidade, de forma menos imediata.
A afetividade, sensibilidade e imaginação são predominantes para a mulher, principalmente na forma como abordam o amor e o aspecto físico geralmente é algo secundário.
DIFERENÇAS NOS GOSTOS PESSOAIS (pode acontecer com ambos os casos)
Ele é um introvertido e casa-se com a “vida de festa”;
Ele é “dorminhoco” e se junta com àquela que acorda com os pássaros;
Ele esmaga o tubo da pasta de dente ao meio; ela faz carinho no tubo para sair de baixo para cima;
Ele quer tirar férias nas montanhas, ela na praia;
Ele gosta de churrascarias, ela adora comida chinesa;
Ele expressa amor através de atos de serviço; ela quer ouvir as palavras “Te amo”;
Ele quer dormir com dois cobertores mesmo com a temperatura de 35 graus; ela quer dormir com a janela aberta e o ventilador ligado.
Pode até parecer engraçado, mas no dia-a-dia torna-se uma situação difícil de lidar, em que requer alguns sacrifícios, ajustes de ambas as partes, muita paciência, pois são duas vidas que se tornaram uma e isto acontece um dia de cada vez.
O segredo para manter o bom casamento não é fazer com que os dois eliminem as diferenças entre si com o passar do tempo, mas saber trabalhar as diferenças! Ambos devem ter um coração compreensivo e desejar abençoar juntos este relacionamento para que cresça a cada dia


O homem é a cabeça e a mulher o coração do lar 


Deus claramente deu papéis diferentes ao homem e a mulher para que exercessem no casamento.
Vejamos algumas dessas funções:

HOMEM

Ser líder do lar (Ef. 5.23)
Deus colocou o homem na liderança, dando a ele a responsabilidade da decisão.
Mesmo que os assuntos sejam discutidos em família, a decisão será do líder.
Lembrando que Cristo é a cabeça do homem (I Co. 11.3), ou seja, ele deve buscar a sabedoria que vem do alto para tomar as decisões certas para sua família.
Provedor (Gn. 3.19; I Tm. 5.8)
Embora vivamos numa época em que as mulheres a cada dia têm conquistado o seu espaço no mercado de trabalho, o marido ainda é visto como o provedor do lar, tanto das necessidades materiais como espirituais. A mulher como ajudadora pode trabalhar para dar mais conforto para sua família, mas a responsabilidade do sustento do lar é do homem.

Amoroso e protetor 

O marido deve ter interesse pelo bem-estar da esposa da mesma maneira que Cristo ama a Igreja (Ef. 5.25 e 28).
Não deve tratá-la com grosserias (Cl. 3.19), mas ser compreensível e honrá-la. O Apóstolo Pedro diz que se o marido não usa de compreensão com a sua esposa e não a honra como uma irmã em Cristo, estará prejudicando o seu relacionamento com Deus, criando uma barreira entre suas orações e Deus (I Pe. 3.7).
Lealdade e fidelidade na vida conjugal e isto para ambos (Mt. 5.27-28).
Vida sexual ativa (I Co. 7.3-5)
O marido não tem poder sobre o seu corpo, assim como a esposa também não o tem, devendo conceder um ao outro o que lhe é devido na sexualidade, respeitando o limite de cada um.

MULHER

Ajudadora (Gn. 2.18)

Ajudar: auxiliar, facilitar, ajudar alguém a fazer algo (Dicionário Aurélio).
A esposa tem a tarefa dada por Deus de ajudar ao seu marido em qualquer necessidade, tanto profissional quando as coisas não vão bem e ele espera encontrar o apoio na esposa, seja trabalhando, ou até mesmo dando uma palavra de ânimo, como na vida espiritual, quando está cansado, estressado por não saber lidar com as situações e ela se coloca ao seu lado para interceder e abençoá-lo.

Submissa (Ef. 5.22)

Submissão: ser voluntário, prestar obediência a alguém investido de autoridade.
Submeter-se: no latim “ceder por amor” (Bíblia de Estudo Pentecostal).


Quando a mulher se sente amada pelo seu marido, facilmente o respeitará e aprenderá a ceder nos momentos certos para ver o bem-estar de sua família. Estar nesta posição de submissão ao contrário do que as pessoas pensam, não é ser escrava, ou ser inferior ao homem. Podemos ver o exemplo de Cristo, da qual é submisso a Deus (I Co. 11.3) e isto não o faz inferior, mas contribui para que toda a boa obra seja realizada e assim deve ser no casamento, tudo deve ser feito para acrescentar, dividir tarefas.
A esposa que é casada com o marido que não é cristão deve dar testemunhos de sua conduta (I Pe. 3.1) se submetendo a ele, desde que essa submissão não se torne uma violação dos seus princípios, pois a submissão a Deus está acima de todas as coisas (At. 5.29).

Espírito manso e tranqüilo (I Pe. 3.3-4)

A esposa deve ser conhecida não apenas por sua beleza exterior, mas principalmente com o que há no seu coração, que não pode se perder que é: um espírito calmo, generoso, honesto, gentil, delicado, da qual tem grande valor diante de Deus.

Edificadora (Pv. 14.1)

A mulher tem o dom de trazer equilíbrio para o lar. Quando é uma esposa sábia, consegue fazer com que a sua casa, seja um lugar de refúgio, de paz e alegria, fazendo-a progredir a cada dia, ao contrário da tola que se descuida da família destruindo-a totalmente.

Boa dona de casa (Tt. 2.3-5; I Tm. 5.14; Pv. 31.27-29)

Deus tem um propósito específico para a mulher em relação à família, da qual a atenção e dedicação devem estar focalizadas ao seu lar, marido e filhos.
Mesmo que a esposa trabalhe fora e outras pessoas venham assumir suas tarefas no dia-a-dia, ela deve contribuir com a organização do lar e principalmente com o cuidado com os filhos.
Poderíamos citar muitas outras responsabilidades destinadas ao homem e a mulher no casamento, cada qual com o seu valor, mas o que é importante sabermos é que tanto a cabeça (homem), como o coração (mulher) deve estar sincronizado para que o casamento prospere e juntos possam projetar muitas coisas para o futuro.

A família nos planos de Deus 

Desde que foi constituída a primeira família no mundo, Satanás vem intervindo para destruir a cada dia os lares, trazendo separações, brigas, invejas, morte, entre tantas e outras situações.
Tudo começou com a família de Adão e Eva, logo após a queda do homem em que é relatado na Bíblia um conflito de relacionamento entre seus filhos (Caim e Abel), onde ficou registrado o primeiro homicídio (Gn. 4.8) e até os dias de hoje os problemas nos lares só tem crescido.
Satanás sabe o quanto à família tem valor para Deus, o quanto ela é importante para a vida humana, pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, portanto tudo que acontece de bom para a família se reflete no mundo que vivemos.
Nos dias atuais quando falamos em família, parece que se tornou um fardo pesado difícil de carregar, pois muitos lares encontram-se desestruturados e seus valores totalmente perdidos.

Vamos citar alguns problemas mais freqüentes que tem alcançado as famílias para
destruir:

1) Falta de temor a Deus

“No temor ao Senhor, o homem encontra um forte apoio e também segurança para a sua família. O temor ao Senhor é uma fonte de vida e ajuda a evitar as armadilhas da morte” (Pv. 14.26-27 - Bíblia Linguagem de Hoje).
O que é temer ao Senhor? É respeitá-lo, obedecer aos seus mandamentos, colocá-Lo como principal nos momentos de decisões.
Muitos estão tentando construir a sua família com suas próprias forças, ou com seus méritos humanos e acabam tomando decisões erradas ou precipitadas que prejudicam o lar. Como dizia o Salmista Davi: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl. 127.1). Podemos trabalhar em favor de nossa família, mas se a presença de Deus não fizer parte das nossas decisões, todo esforço será inútil.
Quando vivemos de acordo com a vontade de Deus, a felicidade do lar torna-se garantida (Pv. 19.23), portanto: “pais temam ao Senhor e ensinem seus filhos a andarem neste caminho!”.

2) Falta de comunicação

O tempo em que à família reunia-se em volta da mesa durante as refeições, que conversava parece que se tornou “coisa de antigamente”. Embora não houvesse tanta liberdade de expressão como nos dias de hoje, os valores da amizade eram muito cultivados.
Mas conforme o tempo foi passando, com a agitação do dia-a-dia, cada integrante da família foi tendo sua própria vida, seus horários e preocupações com si mesmo, tomando rumos diferentes ficando mais presentes a falta de comunicação no lar.
Está falha tem gerado muitas mágoas, brigas, mal entendidos, divórcios e principalmente a falta de intimidade entre os pais e filhos, assim como do marido e a esposa.
Quando falamos da relação entre pais e filhos, vemos que muitas vezes o acompanhamento da vida dos filhos ficou na época de infância, pois hoje os filhos preferem buscar conselhos de amigos, ou ter informações em qualquer outro meio de comunicação (internet, tv, revistas), do que se abrir a seus pais e expor as suas dúvidas e problemas que o afligem.
O diálogo entre o marido e esposa também tem ficado prejudicado com as correrias do dia-a-dia, onde não há mais tempo para saber quais são as necessidades um do outro, não compartilham as decisões que precisam ser tomadas e isso fazem com que o amor, a confiança e o companheirismo fiquem cada dia mais para trás.
Mas Deus quando nos colocou em família foi para que vivêssemos a benção de estarmos em comunhão, compartilhando os momentos de alegrias e de lutas. Talvez você pense que é impossível de viver isso com a família que tem, mas ore ao Senhor, fale para Ele o quanto você deseja viver essa comunhão.

3) Ausência de educação e disciplina aos filhos 

A ausência dos pais nos lares em busca de qualificações profissionais, ou até mesmo por uma necessidade financeira tem feito muitos filhos serem criados em creches, escolas, por parentes, amigos, vizinhos etc. Mediante a essa situação como será que tem ficado a educação e disciplina desses filhos?
Uma boa parte dessas pessoas não tem conseguido impor limites aos seus filhos, pois são outras pessoas que estão “assumindo” o seu papel de educar, também eles não conseguem dar amor aos filhos como merecem.
É dever dos pais instruir e disciplinar aos seus filhos e principalmente prepará-los a ter uma vida de intimidade com Deus (Pv. 22.6).
Pais ensinem seus filhos a temer ao Senhor, a ter reverência ao entrar na Casa de Deus, a ter uma vida de oração e adoração a Deus, a amar a justiça, a desviar-se do mal, a odiar o pecado. Mostre como é importante um filho obedecer ao pai e quais as recompensas que ele tem quando faz isso (Ef. 6.1-3; Col. 3.20).
Corrija seu filho quanta vez for necessária enquanto há tempo, pois quem ama corrige. (Medite: Pv. 19.18; Pv. 13.24; Pv. 29.15 e 17; Pv. 23.13-14; Pv. 22.15).

4) Relação desajustadas 

Podemos citar algumas situações que tem feito os relacionamentos se tornarem desajustados que acabam desestruturando a família:

Divórcio: gera uma série de ressentimentos, que muitas vezes acaba separando não apenas o marido e a mulher, mas também os filhos dos pais. Sem contar com os relacionamentos amorosos que acabam entrando na vida do homem ou da mulher, sem a relação estar devidamente resolvida, confundindo ainda mais a cabeça dos filhos.
Produção independente: a paternidade é algo tão importante para a formação da criança, mas nos dias de hoje tem sido ignorada, ou porque a própria mãe quer assim, assumir o papel de pai e mãe, ou porque ele não quer assumir a responsabilidade de ter esse filho. Isso faz com que a criança muitas vezes, sinta-se rejeitada desde a sua infância crescendo com vários problemas de relacionamentos e caráter.
Troca de papéis: quando o marido ou esposa não assume as devidas funções dentro do casamento, desrespeitando as ordenanças estabelecidas por Deus.
Todos esses desajustes no mundo são visto como algo natural, mas não podemos deixar este jugo nos dominar, devemos lutar para termos um casamento bem ajustado e debaixo da benção de Deus.

5) Falta de tempo para a família 

A família tem sido cada vez mais deixada de lado em função das urgências do diaa-dia. Muitas famílias moram juntas, mas não vivem juntas. São vidas separadas, independentes, sem um profundo conhecimento e correndo sempre em lados opostos.
A união familiar está sendo vencida pela falta de tempo! É comum ouvir as pessoas dizerem que o casamento acabou de repente, que a filha entrou nas drogas do dia para a noite, que a família quebrou por uma briga... Em relacionamentos, as coisas não acontecem do dia para a noite. Elas acontecem aos poucos e de forma imperceptível. Quando reparamos esses pequenos problemas se acumulam e causam as rupturas familiares.
Não deixe os afazeres do dia-a-dia, até mesmo das atividades da igreja, fazer você esquecer dos cuidados do seu lar. Esteja sensível aos momentos em que a sua família precisar de você, principalmente os casados da qual tem a responsabilidade de cuidar um do outro como prioridade (I Co. 7.32-34).
Temos que aprender a administrar o tempo e fazer tudo com equilíbrio, tanto para a nossa vida pessoal, como para as coisas de Deus (I Tm. 3.4-5).

6) Descontrole financeiro 

É muito comum nos dias de hoje encontrar famílias endividadas que não sabe o que fazer para sanar este problema. Aluguéis, impostos atrasados, cartão de crédito no limite e todos desesperados tentando arranjar um emprego com um salário melhor para tapar o buraco que corrói o bolso. Temos que ser prudentes com o dinheiro, pois muitos se endividam pelo simples fato de não saberem como utilizá-lo. Acham
que simplesmente por ganhar um aumento de salário devam mudar para uma casa maior, ou comprar um carro novo, sem se importar com os altos impostos, custos e manutenções que aquele “bem” irá trazer no orçamento. Mais tarde vêm os filhos, e lá se vai mais dinheiro para saúde, educação, roupa, etc., e o casal se vêem obrigado a trabalhar cada vez mais para sustentar a necessidade financeira da família.
Deus quer que você seja cuidadoso na forma como gasta o seu dinheiro, pois Ele lhe dá para que você desfrute-o com sua família e não para que seja escravo do dinheiro (Ec. 2: 24). Procure investir em conhecimentos, invista em negócios que tragam renda. Não fiquem simplesmente esperando por um emprego seguro, pois além de cada dia estar mais raro, nem sempre um emprego “fixo” é seguro, pois você sempre corre o risco de ser demitido e ficar desempregado novamente.
Ore a Deus e peça sabedoria para utilizar o seu dinheiro, estude um pouco mais sobre renda familiar, como investir, se preocupe também com a saúde financeira da sua esposa/marido e filhos, ensine-os, não deixe o seu barco ser guiado pelas situações, mas peça direção à Deus.
Por mais que Satanás tente arruinar os lares, envolvendo-os com problemas, desesperos, falta de esperança, desentendimentos, Deus tem planos maravilhosos para nossa família, pensamentos de paz e não de mal. Entregue sua família aos cuidados do Senhor e com certeza Ele cumprirá as promessas contidas em Sua Palavra.



NOIVADO


As palavras “noivo” e “noiva” encontram-se em várias passagens da Bíblia que se refere aos casais “desposados” (etimologia  latim despónso, “prometer em casamento”), que na cultura dos judeus era o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura. 
Naquele tempo, segundo o direito judaico, o noivado era bem mais significativo do que nos costumes do Ocidente. Um casal de noivos ficava comprometido um com o outro, quando o noivo pagava um dote por ocasião do noivado e com isso o acordo estava selado. 
A lei que reconhecia os direitos e as obrigações durante o noivado era a mesma para o  casamento. 
A noiva(o) suspeita(o) de infidelidade ficava sujeito ao apedrejamento, exatamente como acontecia no casamento, os culpados podiam ser punidos com a morte (Dt. 22.23-29). 
O noivado dos jovens solteiros durava geralmente um ano, após este período o noivo tinha a obrigação de sustentar a noiva. Já o noivado de uma viúva, durava apenas um mês. 

O noivado pode ser rompido? 

No Novo Testamento o Apóstolo Paulo mostra o noivado como um compromisso que pode ser rompido sem ser pecado. Em  I Co. 7.36-37 diz:  “Aos que ficaram noivos, mas resolveram não casar mais, eu digo o seguinte: se o rapaz sente que assim não está agindo certo com a sua noiva e acha que a sua paixão por ela ainda é muito forte e que devem casar, então que casem. Não existe pecado nisso. Mas se, pelo contrário,  o rapaz não se sente na obrigação de casar, se está mesmo resolvido a ficar solteiro e se é capaz de dominar a sua vontade e já resolveu o que deve fazer, então faz bem em não casar com a moça”  (Bíblia 
Linguagem de Hoje).
No noivado ainda não há uma aliança sagrada entre ambos como o casamento, podendo ser rompido com o passar do tempo. Isto pode acontecer nas seguintes circunstâncias: 
• Quando um dos noivos percebe que o outro não será o melhor cônjuge para si; ou 
• Quando uma das partes se desvia do propósito de Deus (Ex.: infidelidade no relacionamento, desobediência à vontade de Deus). 

O propósito do noivado 

O noivado é a celebração que anuncia à sociedade que duas pessoas resolveram prometer-se em matrimônio. É um ato público que deve envolver a família e os amigos, podendo ser realizado na igreja, salão de festa, ou até mesmo na própria casa de um dos noivos com a presença de um ministro para abençoá-los. 
Está é a última etapa cujo desfecho é o casamento, portanto se o casal possui dúvidas acerca se deve ou não se casar, isto mostra que ainda não está preparado para assumir está nova fase que é o noivado. Precisa ainda aprimorar mais seu tempo de namoro conhecendo um ao outro e procurar conhecer qual é a vontade de Deus para ambos. 
Os noivos que avançam para mais essa etapa do relacionamento, precisam ter em mente que há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec. 3.1), por isto é importante conhecer esse tempo de noivado para que não fique além das expectativas, ou seja, para algum dia da vida que não se sabe quando. 

Planejando para o casamento 

Casamento dá trabalho e muitos gastos financeiros por mais simples que seja. Não adianta dizer: “vou viver pela fé”, “o amor vai nos sustentar”, pois tanto a fé como o amor é movido por ações. 
Planejamento faz parte da organização de Deus e precisa também, fazer parte da vida dos noivos para edificarem o seu futuro lar. São sábias as palavras de Salomão quando diz: 
“Não construa a sua casa, nem forme o seu lar até que as suas plantações estejam prontas e você esteja certo de que pode ganhar a vida” (Pv. 24.27 - Linguagem de Hoje). 
É importante que o casal esteja consciente da sua vida financeira para que possam suprir as necessidades da família. Tudo precisa ser planejado cuidadosamente (antes e depois do casamento) para que possam diminuir as dificuldades financeiras que venham surgir. 
Analisem antecipadamente as despesas de um casamento, gastem aquilo que cabem no orçamento do casal, programem-se para saber quais os passos que irão dar. 
Neste momento os noivos precisam começar a pensar em algumas coisas: 
Onde vamos morar? 
Teremos uma casa ou apartamento? Será alugado ou próprio? 
Quais os móveis que precisamos adquirir? Quanto custa? 
Como será o preparativo do nosso casamento? 
Teremos lua-de-mel? Onde? 
Teremos condições financeiras para mantermos nossa casa? (Conta de água, luz, 
telefone, gás, supermercado, impostos, etc.). 
Enfim calcule as despesas para não ficarem preocupados, envergonhados, se sentindo humilhados por não conseguirem honrar com os compromissos assumidos (Veja Lc. 14.28-32). 
Mobilizem-se principalmente em oração, peça a Deus para que esteja no controle de todos os detalhes dos preparativos e da vida de vocês; que Ele confirme em seus corações o amor e o propósito de terem um casamento abençoado.

Exame pré-nupcial 

Tão importantes quanto os detalhes da cerimônia, são os exames que precedem o casamento. É uma garantia para os noivos, pois são por meio deles que se diagnosticam doenças (tratáveis ou não), que podem interferir na vida sexual ou em futuras gestações. 
Os exames pré-nupciais não servem somente para detectar doenças venéreas ou sexualmente transmissíveis. Eles também podem contribuir para avaliar se a pessoa tem algum problema no aparelho genital, se é fértil, se poderá ou não ter filhos, realizar testes de compatibilidade sangüínea e a avaliar as condições de saúde do casal para prevenir especialmente a má formação do feto durante a gestação. 
Também a escolha dos anticoncepcionais requer orientação médica. Todos possuem seus aspectos positivos e negativos e a opção deve levar em conta o estilo de vida do casal. 
Os noivos devem procurar o médico (no caso dos homens o urologista e da mulher o ginecologista), com pelo menos três meses de antecedência do casamento marcado.
Esta simples precaução garante a saúde do casal e de seus futuros filhos, além de ser um bom começo para um casamento com qualidade de vida. Pense nisso! 
Procurem aconselhamentos com seus líderes ou um casal (bem casado, ajustado e espiritual) da igreja para conversar sobre as dúvidas que venham surgir acerca do casamento (lua-de-mel, planejamento familiar), enfim tudo aquilo que ajude a compreender aspectos importantes da vida conjugal. 

Envolvimento da família 

Por muitas vezes o envolvimento da família só faz parte do namoro, quando o casal busca a permissão dos pais para tal ocasião. Quando chega ao noivado parece que a participação da família torna-se importuno, por causa das opiniões, ou por interferir nas decisões dos noivos. 
Neste momento é importante vermos que temos dois lados se confrontando: 

EXPERIÊNCIAS DOS PAIS X SONHOS DOS NOIVOS 

Aquilo que os pais sonham para os filhos, nem sempre é o que eles desejam, sendo assim, a família deve respeitar as decisões que irão ser tomadas. 
Veja o exemplo da família de Rebeca (Gn. 24.52-61), quando o servo de Abraão queria levá-la para o seu futuro marido (Isaque), a sua mãe e irmão, não queriam, pois desejavam que ela ficasse com eles por mais dez dias. Então foram ouvir a opinião de Rebeca, que decidiu ir com o servo, obtendo a benção da família, mesmo sendo contrária ao que eles queriam. 
Se Rebeca tivesse feito uma escolha errada teria que assumir as conseqüências, mas fez aquilo que deu certo. Muitas vezes os pais têm medo das “escolhas erradas” dos filhos, por isso tentam intervir nas decisões, mas os erros também fazem parte do crescimento das pessoas e temos que aprender a lidar com isso por mais difícil que seja.
Por outro lado, ouvir os conselhos e experiências de vida dos pais, nunca é demais!
Retenham aquilo que parece ser bom para o relacionamento e apresentem diante de Deus para saber qual o melhor a ser feito. 
Sabemos que nem todos têm pais ou membros da família que sejam firmes com Deus, que nem todos serão abençoados por suas famílias, mas se você fizer o que for possível para honrá-los, com certeza Deus lhe dará bênçãos especiais nesta vida (Ex. 20.12).