As palavras “noivo” e “noiva” encontram-se em várias passagens da Bíblia que se refere aos casais “desposados” (etimologia latim despónso, “prometer em casamento”), que na cultura dos judeus era o estado antes do casamento semelhante ao “noivado” da nossa cultura.
Naquele tempo, segundo o direito judaico, o noivado era bem mais significativo do que nos costumes do Ocidente. Um casal de noivos ficava comprometido um com o outro, quando o noivo pagava um dote por ocasião do noivado e com isso o acordo estava selado.
A lei que reconhecia os direitos e as obrigações durante o noivado era a mesma para o casamento.
A noiva(o) suspeita(o) de infidelidade ficava sujeito ao apedrejamento, exatamente como acontecia no casamento, os culpados podiam ser punidos com a morte (Dt. 22.23-29).
O noivado dos jovens solteiros durava geralmente um ano, após este período o noivo tinha a obrigação de sustentar a noiva. Já o noivado de uma viúva, durava apenas um mês.
O noivado pode ser rompido?
No Novo Testamento o Apóstolo Paulo mostra o noivado como um compromisso que pode ser rompido sem ser pecado. Em I Co. 7.36-37 diz: “Aos que ficaram noivos, mas resolveram não casar mais, eu digo o seguinte: se o rapaz sente que assim não está agindo certo com a sua noiva e acha que a sua paixão por ela ainda é muito forte e que devem casar, então que casem. Não existe pecado nisso. Mas se, pelo contrário, o rapaz não se sente na obrigação de casar, se está mesmo resolvido a ficar solteiro e se é capaz de dominar a sua vontade e já resolveu o que deve fazer, então faz bem em não casar com a moça” (Bíblia
Linguagem de Hoje).
No noivado ainda não há uma aliança sagrada entre ambos como o casamento, podendo ser rompido com o passar do tempo. Isto pode acontecer nas seguintes circunstâncias:
• Quando um dos noivos percebe que o outro não será o melhor cônjuge para si; ou
• Quando uma das partes se desvia do propósito de Deus (Ex.: infidelidade no relacionamento, desobediência à vontade de Deus).
O propósito do noivado
O noivado é a celebração que anuncia à sociedade que duas pessoas resolveram prometer-se em matrimônio. É um ato público que deve envolver a família e os amigos, podendo ser realizado na igreja, salão de festa, ou até mesmo na própria casa de um dos noivos com a presença de um ministro para abençoá-los.
Está é a última etapa cujo desfecho é o casamento, portanto se o casal possui dúvidas acerca se deve ou não se casar, isto mostra que ainda não está preparado para assumir está nova fase que é o noivado. Precisa ainda aprimorar mais seu tempo de namoro conhecendo um ao outro e procurar conhecer qual é a vontade de Deus para ambos.
Os noivos que avançam para mais essa etapa do relacionamento, precisam ter em mente que há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec. 3.1), por isto é importante conhecer esse tempo de noivado para que não fique além das expectativas, ou seja, para algum dia da vida que não se sabe quando.
Planejando para o casamento
Casamento dá trabalho e muitos gastos financeiros por mais simples que seja. Não adianta dizer: “vou viver pela fé”, “o amor vai nos sustentar”, pois tanto a fé como o amor é movido por ações.
Planejamento faz parte da organização de Deus e precisa também, fazer parte da vida dos noivos para edificarem o seu futuro lar. São sábias as palavras de Salomão quando diz:
“Não construa a sua casa, nem forme o seu lar até que as suas plantações estejam prontas e você esteja certo de que pode ganhar a vida” (Pv. 24.27 - Linguagem de Hoje).
É importante que o casal esteja consciente da sua vida financeira para que possam suprir as necessidades da família. Tudo precisa ser planejado cuidadosamente (antes e depois do casamento) para que possam diminuir as dificuldades financeiras que venham surgir.
Analisem antecipadamente as despesas de um casamento, gastem aquilo que cabem no orçamento do casal, programem-se para saber quais os passos que irão dar.
Neste momento os noivos precisam começar a pensar em algumas coisas:
Onde vamos morar?
Teremos uma casa ou apartamento? Será alugado ou próprio?
Quais os móveis que precisamos adquirir? Quanto custa?
Como será o preparativo do nosso casamento?
Teremos lua-de-mel? Onde?
Teremos condições financeiras para mantermos nossa casa? (Conta de água, luz,
telefone, gás, supermercado, impostos, etc.).
Enfim calcule as despesas para não ficarem preocupados, envergonhados, se sentindo humilhados por não conseguirem honrar com os compromissos assumidos (Veja Lc. 14.28-32).
Mobilizem-se principalmente em oração, peça a Deus para que esteja no controle de todos os detalhes dos preparativos e da vida de vocês; que Ele confirme em seus corações o amor e o propósito de terem um casamento abençoado.
Exame pré-nupcial
Tão importantes quanto os detalhes da cerimônia, são os exames que precedem o casamento. É uma garantia para os noivos, pois são por meio deles que se diagnosticam doenças (tratáveis ou não), que podem interferir na vida sexual ou em futuras gestações.
Os exames pré-nupciais não servem somente para detectar doenças venéreas ou sexualmente transmissíveis. Eles também podem contribuir para avaliar se a pessoa tem algum problema no aparelho genital, se é fértil, se poderá ou não ter filhos, realizar testes de compatibilidade sangüínea e a avaliar as condições de saúde do casal para prevenir especialmente a má formação do feto durante a gestação.
Também a escolha dos anticoncepcionais requer orientação médica. Todos possuem seus aspectos positivos e negativos e a opção deve levar em conta o estilo de vida do casal.
Os noivos devem procurar o médico (no caso dos homens o urologista e da mulher o ginecologista), com pelo menos três meses de antecedência do casamento marcado.
Esta simples precaução garante a saúde do casal e de seus futuros filhos, além de ser um bom começo para um casamento com qualidade de vida. Pense nisso!
Procurem aconselhamentos com seus líderes ou um casal (bem casado, ajustado e espiritual) da igreja para conversar sobre as dúvidas que venham surgir acerca do casamento (lua-de-mel, planejamento familiar), enfim tudo aquilo que ajude a compreender aspectos importantes da vida conjugal.
Envolvimento da família
Por muitas vezes o envolvimento da família só faz parte do namoro, quando o casal busca a permissão dos pais para tal ocasião. Quando chega ao noivado parece que a participação da família torna-se importuno, por causa das opiniões, ou por interferir nas decisões dos noivos.
Neste momento é importante vermos que temos dois lados se confrontando:
EXPERIÊNCIAS DOS PAIS X SONHOS DOS NOIVOS
Aquilo que os pais sonham para os filhos, nem sempre é o que eles desejam, sendo assim, a família deve respeitar as decisões que irão ser tomadas.
Veja o exemplo da família de Rebeca (Gn. 24.52-61), quando o servo de Abraão queria levá-la para o seu futuro marido (Isaque), a sua mãe e irmão, não queriam, pois desejavam que ela ficasse com eles por mais dez dias. Então foram ouvir a opinião de Rebeca, que decidiu ir com o servo, obtendo a benção da família, mesmo sendo contrária ao que eles queriam.
Se Rebeca tivesse feito uma escolha errada teria que assumir as conseqüências, mas fez aquilo que deu certo. Muitas vezes os pais têm medo das “escolhas erradas” dos filhos, por isso tentam intervir nas decisões, mas os erros também fazem parte do crescimento das pessoas e temos que aprender a lidar com isso por mais difícil que seja.
Por outro lado, ouvir os conselhos e experiências de vida dos pais, nunca é demais!
Retenham aquilo que parece ser bom para o relacionamento e apresentem diante de Deus para saber qual o melhor a ser feito.
Sabemos que nem todos têm pais ou membros da família que sejam firmes com Deus, que nem todos serão abençoados por suas famílias, mas se você fizer o que for possível para honrá-los, com certeza Deus lhe dará bênçãos especiais nesta vida (Ex. 20.12).
Um comentário:
Muito bom esse texto, Deus certamente se agradou do seu estudo meu irmão..
Fica na paz..
Abraço!
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